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Beto Preto sinaliza apoio à Santa Casa de Goioerê em meio à crise financeira

Hospital acumula dívidas superiores a R$ 11 milhões; secretário de Saúde Beto Preto solicita levantamento detalhado para definir ajuda estadual.

Redação 104 News

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Beto Preto sinaliza apoio à Santa Casa de Goioerê em meio à crise financeira

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Na tarde desta terça-feira, 3 de fevereiro de 2026, o secretário de Saúde do Paraná, Beto Preto, reuniu-se com o interventor da Santa Casa de Goioerê, o vice-prefeito Adilson Brito. Durante o encontro, mais uma vez a grave crise financeira da instituição dominou as discussões.

Segundo informações oficiais, o hospital está sob intervenção do município há cinco meses e acumula um déficit mensal, além de dívidas que ultrapassam R$ 11 milhões com fornecedores, prestadores de serviços e médicos.

Pedido de socorro

Adilson Brito apelou ao secretário por um socorro imediato do Governo do Estado para garantir o pleno funcionamento da Santa Casa. Com isso, reforçou a necessidade de medidas urgentes para evitar o colapso da instituição.

Em resposta, Beto Preto reafirmou o compromisso com Goioerê e com toda a região. Além disso, prometeu analisar as possibilidades de participação do Estado neste momento crítico.

Histórico da UTI

O secretário lembrou que, no primeiro mandato do governador Ratinho Junior, em 2020, a Santa Casa recebeu a instalação e credenciamento de 10 leitos de UTI. Na ocasião, a estrutura foi fundamental para salvar vidas durante a pandemia da COVID-19, entre 2020 e 2022.

Atualmente, a UTI continua sendo essencial para o atendimento de pacientes de Goioerê e cidades vizinhas, consolidando o papel estratégico do hospital na região.

Solicitação de levantamento

Beto Preto solicitou que a equipe interventora da Santa Casa realize um levantamento completo das despesas e custos operacionais. De acordo com ele, apenas com informações detalhadas será possível subsidiar uma definição concreta de ajuda financeira.

Além disso, pediu que sejam apontadas possíveis ações para ampliar soluções e amenizar a crise. Nesse sentido, também sugeriu uma discussão regional sobre o papel da instituição no atendimento à saúde da população.

Cinco meses de intervenção

Desde agosto de 2025, quando a intervenção municipal começou, os problemas financeiros se agravaram. Apesar dos repasses federais, os valores não foram suficientes para equilibrar as contas.

Durante esse período, a Santa Casa contraiu um empréstimo de R$ 2 milhões junto à Caixa Econômica Federal, com aval da Prefeitura e do Conselho Municipal de Saúde. O recurso, utilizado para quitar salários atrasados dos médicos referentes a 2025, apenas amenizou parte da crise, sem resolver o problema estrutural das finanças.

Expectativa de apoio estadual

O secretário Beto Preto mostrou-se aberto para ajudar a instituição. Consequentemente, aguarda o levantamento detalhado e uma proposta concreta para que o Governo do Estado possa definir a forma de participação.

Dessa forma, a reunião representou um passo importante na busca por soluções para a Santa Casa de Goioerê, que segue como referência regional, mas enfrenta sérias dificuldades financeiras.

A crise da Santa Casa evidencia os desafios da gestão hospitalar em municípios de médio porte. Assim, a intervenção municipal não conseguiu resolver o problema e agora depende de medidas estaduais mais amplas.

Portanto, a expectativa recai sobre o apoio do Governo do Paraná, que poderá garantir a sobrevivência da instituição e preservar o atendimento de saúde para milhares de pessoas da região.

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